Proteção de dados pessoais e responsabilidade civil no Brasil: limites da reparação por tratamento irregular

Autores

  • Gustavo Tameirão Junker Faculdade de Ensino Superior de Linhares image/svg+xml
  • Jakeline Martins Silva Rocha Faculdade Vitória em Cristo

Resumo

Objetivo: com o status de direito fundamental no Brasil, a proteção de dados pessoais impõe hoje uma nova leitura dos critérios clássicos de responsabilização civil. O artigo investiga em que condições controladores e operadores respondem por tratamento irregular de dados, com foco em vazamentos, falhas de segurança, dano moral e relações de consumo. Metodologia: utilizou-se pesquisa qualitativa de cunho bibliográfico, documental e jurisprudencial, com base na Constituição Federal, na LGPD, em atos da ANPD, em doutrina especializada e em julgados do STJ. Resultados: constatou-se que a LGPD não impõe indenização automática a todo vazamento, mas tampouco aceita, sem comprovação, que um ataque externo isente o agente de responsabilidade: a reparação exige prova do tratamento irregular, do nexo causal e do dano concreto, sem prejuízo de medidas inibitórias e dos direitos de acesso e informação do titular. Conclusão: o modelo brasileiro, conclui-se, combina prevenção, responsabilidade ligada ao risco da atividade e apreciação concreta da lesão à personalidade.

Biografia do Autor

Gustavo Tameirão Junker, Faculdade de Ensino Superior de Linhares

Estudante de Direito na FACELI.

Jakeline Martins Silva Rocha, Faculdade Vitória em Cristo

Mestra em Direito Privado.

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Publicado

06-11-2026

Como Citar

Tameirão Junker, G., & Rocha, J. M. S. (2026). Proteção de dados pessoais e responsabilidade civil no Brasil: limites da reparação por tratamento irregular. Revista Educação, Meio Ambiente E Saúde, 16, e-134. Recuperado de https://remas.faculdadedofuturo.edu.br/remas/article/view/134

Edição

Seção

Artigo de Pesquisa