Responsabilidade civil por danos causados por sistemas de inteligência artificial nas relações privadas
Resumo
Este trabalho examina, sob a ótica do direito privado brasileiro, quem responde pelos prejuízos gerados por sistemas de inteligência artificial e se as leis hoje em vigor conseguem enfrentar a capacidade de decisão autônoma dessas ferramentas. O caminho metodológico foi a revisão integrativa, com viés qualitativo e caráter exploratório-descritivo, reunindo artigos, doutrina e legislação nacional e estrangeira publicados majoritariamente entre 2019 e 2026. Verificou-se que Código Civil, Código de Defesa do Consumidor e Lei Geral de Proteção de Dados dão uma base normativa apenas parcial, esbarrando na opacidade dos algoritmos e na dificuldade prática de provar o nexo causal — o que tem levado a doutrina a defender, cada vez mais, a responsabilidade objetiva nesses casos. Conclui-se pela necessidade de uma lei específica que gradue a responsabilidade conforme o risco da tecnologia, sem descartar a aplicação combinada das regras civis e consumeristas já existentes.
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